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Os sete pecados capitais do Maracanã 5/04/07

Posted by Calsavara in Comportamento, Cotidiano, Crônicas, Esportes, Futebol, Jornalismo, TV.
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O Romário ainda continua lutando pra conseguir marcar seu milésimo gol…

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Mas ainda não foi dessa vez. A equipe da Colina jogou contra o Gama-DF e levou um baile, mas um SENHOR baile. Que o diga o goleiro Cássio, que engoliu um frangaço clássico logo aos dois minutos do primeiro tempo. Aos 15′ Renato completa de cabeça após uma cobrança de falta e empata para o Vasco.

No segundo tempo, aquele que seria o herói da partida começa a mostrar o rosto. Não, não é o Baixinho. O jogador aqui referido é o Marcelo Uberaba, do time de verde, que bateu uma falta quase perfeita, não fosse a intervenção certeira de Cássio. O Vasco continuou batendo cabeça e os meias pareciam desesperados, passando todas as bolas para o camisa 11 fazer o tento emblemático. Em vão. Uma marcação muito bem feita pelos zagueiros do cerrado praticamente anulou o herói do Tetra. A esquadra cruzmaltina ainda teve mais duas boas chances aos 42′ e aos 46′. Mas quis o destino (odeio esses clichês, mas eles cabem aqui) que Marcelo Uberaba tivesse outra falta a ser cobrada, aos 48′. O resultado? Um gol daqueles de “se colocar numa moldura”, como disse o Neto na Bandeirantes. A bola passou por sobre a barreira, entre o segundo e o terceiro jogador (como manda o manual de boas maneiras do futebol) e caiu, já sem forças, fora do alcance do goleiro Cássio. Resultado: Gama-DF 2 x 1 Vasco da Gama-RJ, e o clube carioca eliminado da Copa do Brasil.

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O jogo me fez pensar em alguns pecados que o Vasco está cometendo nessa busca pelo tal Gol 1.000 do Romário. E não são pecados veniais não. São capitais.

1. Arrogância

Veja o que saiu na imprensa acerca do jogo de ontem e você vai entender o que eu digo. Quer um exemplo?

2. Inveja

No post anterior eu disse que o Romário estava certo ao dizer que o Pelé calado era um poeta. No fundo, no fundo, essa marra toda não passa de vontade de atingir a mesma marca do atleta do século.

3. Ira

A torcida não suportou a não-marcação do gol 1.000 e a eliminação precoce da Copa do Brasil. Furiosos, os torcedores cruzmaltinos gritaram pelo artilheiro Palmeirense, num maravilhoso coro de “Ah, é Edmundo!”.

4. Preguiça

Por se achar superior aos outros jogadores, Romário não treina. Apenas assiste aos coletivos. Aliás, não é de hoje que ele tem esse comportamento.

5. Avareza

O gol 1.000 é uma marca histórica. No de Pelé teve volta olímpica e até pronunciamento em favor dascriancinhas do Brasil. É um momento de júbilo. E o sr. Eurico Miranda parece não querer compartilhar esse momento com muitas pessoas.

6. Gula

Aqui vai uma pequena liberdade poética. A já famosa preguiça do craque da área faz com que ele fique sempre a, no máximo, dois passos do gol. De todas as bolas que recebe, Romário passa (estatisticamente) apenas uma pequena fração delas para que seus companheiros mais bem colocados possam completar ao gol. Para ser exato, esse número gira em torno de 1,34 pentelhésimos.

7. Luxúria

Ah, a luxúria. Como falar desse pecado sem falar no Romário? Ele, o homem dos mil gols e das mil mulheres. Ele, que marca a festa do feito histórico numa boate com mais de uma semana de antecedência? É…

O Vasco colocou a taça comemorativa da marca histórica à vista de todos os jogadores no jogo de domingo passado contra o Botafogo. Como bem disse Sidnei Garambone em seu Garamblog, isso não devia jamais ter acontecido. Veja o que o jornalista escreveu sobre isso:

“Em final de campeonato, o troféu costuma ficar exposto, criando um clima incrível para o torcedor no estádio. Ele olha para o jogo, olha para o troféu, imagina quem vai levantá-lo, torce. Existe ali a certeza inerente que alguém vai levantá-lo. É o último jogo, qualquer que seja o resultado, o troféu será entregue por algum cartola engravatado.
O troféu Gol 1000 não. Ele depende de um gol. Que depende de alguém tomar este gol. Ao ver os três números dourados e um prateado simulando o Maraca, agrupadinhos, formando a marca histórica de Romário, os jogadores alvinegros tiveram o botão turbo que faltava para estraçalhar a festa”.

É… Shame on you, Romário…

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