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Do VHS ao DVD, um precipício de diferenças. 9/05/06

Posted by Calsavara in Comportamento, Cotidiano, Crônicas.
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Se você era criança na década de 80, provavelmente se lembra de como era ter que levantar do sofá para virar o lado do disco. De vinil, é lógico. Acetato já era coisa do seu avô. Ou então dos pitos que levava dos pais por ter que pagar a mais na vídeo-locadora por ter esquecido de rebobinar a fita antes da entrega. Quando algum amigo tinha um disco muito raro, o negócio era copiá-lo. Em fita cassete. Pra ouvir no walkman. Lembrou?

Parece coisa antiga, não? Pois é. E há pouco mais de 25 anos essas eram atividades corriqueiras para boa parte das pessoas. As crianças dessa geração, na grande maioria das vezes, eram as responsáveis por “apertar os botões” de todo e qualquer equipamento que fosse ligado à tomada e emitisse sons ou luzes. E como se irritavam se o pai ou a mãe não conseguisse colocar a data e a hora no vídeo-cassete, ou mesmo aquecer uma porção de carne no microondas.


          Pois a vingança chegou. E os filhos dos anos 90 cresceram, ávidos por novidades e já cercados de toda a sorte de aparatos eletrônicos, com muito mais botões a serem apertados, com muito mais luzes e sons a serem emitidos. Hoje, qualquer adolescente de 15 anos tem uma habilidade com computadores que certamente surpreenderia os mestres da informática da década de 80. E são eles que facilmente se irritam se os pais não conseguem acessar os extras daquele DVD; ou se o minúsculo tocador de MP3 permanece lá, mudo, mesmo após terem sido pressionados todos os controles.

O lado bom de tudo isso? Os computadores, verdadeiros ícones dessa revolução, possibilitaram a (quase) todos o acesso instantâneo a qualquer tipo de informação. Se há duas décadas ter uma coleção da Barsa ou da Delta-Mirador era como ser o detentor de boa parte do conhecimento humano, hoje com enciclopédias online em menos de uma hora dá pra saber quase tudo sobre quase qualquer coisa. A comunicação se tornou mais ágil; em substituição aos bilhetinhos de amor, os apaixonados hoje trocam SMS (as mensagens de celular), e-mails, mensagens instantâneas (como no MSN) e até mesmo scraps no Orkut. Mas, para os nostálgicos, nada substitui uma carta perfumada. Pelo menos até o computador transmitir cheiros.

Então, um dia seus netos darão risada ao lhe ouvir contar como era levar o rolo de filme para revelar, para só então, de posse dos negativos, escolher as fotos a serem ampliadas. Quando isso acontecer, lembre-se de quando você ficava brabo com sua avó, por ela não saber mudar o canal da televisão pelo controle remoto.

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