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Meus pêsames!!! 11/04/06

Posted by Calsavara in Crônicas, Futebol.
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A você, torcedor do Londrina, que está oficialmente sem calendário para o resto do ano. Mesmo com a fanática torcida a incentivar, a equipe, se melhorar muito, conseguirá chegar à mediocridade (equipe=jogadores+equipe técnica+diretoria).
A você, torcedor da ADAP, que pereceu ante o Paraná Clube. Mesmo tendo derrotado a dupla AtleTiba, o salto alto foi maior do que a vontade de vencer. E, parafraseando a sabedoria popular, quanto maior o salto, mais dura a queda.

A você, torcedor do Madureira, que não conseguiu derrotar o Botafogo. Mesmo tendo vencido a Taça Rio (também conhecida como segunda fase do Campeonato Carioca), provou o amargo sabor de nadar e morrer na praia. Mais do que isso: sentiu na pele que mesmo o mais combalido dos grandes ainda é maior do que o maior dos pequenos no Rio de Janeiro.

A você, torcedor do São Paulo, que comemorou o título que não houve. Mesmo tendo ganho todos os clássicos do campeonato, não conseguiu suplantar a pedra que havia no meio do caminho: o humilde São Bento, de Sorocaba.

A você, torcedor do Palmeiras, que amargou um tímido terceiro lugar no Paulistão. Mesmo tendo um início arrasador, com 6 vitórias consecutivas, perdeu o leme no meio da travessia e agora detém a triste marca de maior jejum de títulos entre os grandes.

A você, torcedor do Corinthians, que não pôde ver o Santos bater o seu recorde de tempo na fila por um título paulista. Mesmo contando com craques tidos como "galáticos", não se esmerou tanto pela busca ao campeonato. Seus 23 anos na fila (muitos deles causados pelo próprio Santos) ainda serão imbatíveis por pelo menos uma década.

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Fica, para todos você, a lição a ser aprendida com o Peixe da Vila Famosa. Um time, uma equipe na real acepção da palavra. Sem contar com grandes craques (nem queira me dizer que no começo do Paulistão você botava alguma fé, mesmo que cega, em jogadores como Léo Lima, Geílson ou Maldonado), mas sob o comando de um verdadeiro líder, eles conseguiram o que parecia tão distante: sair da incômoda fila de 21 anos.

Aliás, o Santos sempre foi assim, dependente de um único, de um solitário destaque para se sustentar. Pelé era assim. Tudo bem, tudo bem. Era ele e mais quatro: Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pepe. Não os vi jogar, mas acredito que o Pelé fazia boa parte do trabalho duro. Mais recentemente, Serginho Chulapa foi o carregador de piano da vez. Mais um bom tempo depois e vem a geração de Giovani e companhia, campeões do finado Torneio Rio-São Paulo. Tinha mais estrelas no cação do que na escalação do time. Mais perto ainda, Robinho desencantou e ganhou um Brasileirão para o Santos.

Agora é a geração Luxemburgo. Sem craques individuais, o destaque e o ponto de união da equipe agora estava fora de campo, no banco de reservas. O estrategista, o liso Luxemburgo (outrora conhecido como Luxemburro). Rechaçado da Seleção, execrado do Real Madrid, ele agora mostra a sua verdadeira face de comandante. O já antológico "nó tático" que ele deu em Antônio Lopes no clássico contra o Corinthians é a mostra do poder que um treinador deve ter sobre o seu time.

Aprendam com o Santos. Mirem-se no exemplo daqueles rapazes de Santos. Mesmo sem craques individuais, como era de costume nas últimas conquistas, o time mostrou que uma vitória se constrói de baixo para cima, e nunca ao contrário.

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