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“O jornalista é um homem que errou a profissão…” 7/04/06

Posted by Calsavara in Crônicas, Jornalismo.
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É com a citação de Otto von Bismarck que começo este post. Apenas uma pequena homenagem a esses homens (e mulheres) que gostariam de ter sidos contadores de histórias, atores, escritores, cineastas, músicos, boleiros, modelos, doutores, entre tantas outras profissões, mas que por uma impossibilidade logística de não poder exercer a todas elas, decidiram-se pelo jornalismo. Mas o que é exercer o jornalismo?

Se você pedir para um jornalista explicar a profissão ele deve dizer coisas sobre denunciar irregularidades, mostrar os caminhos para melhoria de vida da população, sem perder de vista o dever e o comprometimento com a verdade. Ou ter que deixar as pessoas informadas através de uma linguagem clara e precisa, servindo de elo entre a sociedade e o poder público e privado. Alguns se arriscariam a falar sobre noites perdidas ou ficar acordado até tarde, trabalhando madrugada adentro. Isso sem contar as datas comemorativas que pode, eventualmente, ter que passar longe dos familiares. Sacrificar os sábados e domingos em prol do trabalho? Já faz parte. A família entende e, às vezes, tem de se adequar.

O profissional de jornalismo tem o dever de transmitir à população os principais fatos e acontecimentos, mesmo que para isso tenham de desempenhar um grande esforço. O exercício diário da profissão e a corrida contra o tempo muitas vezes se confundem com os costumes. Tornando quase impossível diferenciar a vida pessoal do jornalista da função que ele exerce diariamente nas ruas ou redações. Até porque notícia não marca horário e pode aparecer em qualquer lugar.

Jornalista

Poetas do cotidiano. Ah, sim. Assim deviam ser chamados estes profissionais que nos poupam nosso precioso tempo, ofertando seus textos bem redigidos em forma de boa literatura para nossa degustação. Impressionante como conseguem resumir num título ou num “olho” de matéria tudo aquilo que vamos digerir dali pra frente. Às vezes, me pego literalmente aplaudindo quando um comentarista como Arnaldo Jabor conclui seu raciocínio se utilizando tão somente das nossas usuais e corriqueiras palavras.

Arquiteto da ortografia, o bom jornalista é aquele que, assim como se faz na construção civil, emprega, da língua Portuguesa, os materiais básicos que 99% das pessoas comuns podem compreender, não fazendo disso um trabalho medíocre, mas, sim, emprestando sua arte para fazer com que tijolos, vergalhões, areia, pedra e cimento lingüísticos, nas medidas e proporções corretas, tomem a forma elegante e edificada que encontramos nas informações jornalísticas.

Parabéns a todos os jornalistas, em especial àqueles que não medem as conseqüências para o exercício da profissão. Em especial ao Tim Maia (sic), assassinado, mesmo depois de morto, pelo meu professor Eduardo Judas Barros. 

Adaptado daqui e daqui

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