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“Alea Ejaculacta Est” 29/03/06

Posted by Calsavara in Comportamento, Crônicas, Jornalismo.
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Clique Aqui! “Tumultuou” – Dicró

Em 23 de março último, um calouro de Direito, José Barbosa, postou na comunidade ” UEL – Univ. Est. de Londrina” um tópico chamado “pra que curso de jornalismo?“.

Para aqueles que não têm acesso ao Orkut, mostro aqui o conteúdo de tal tópico:

“bem, estou vendo os protestos do curso de jornalismo, e entendo o ponto de vista deles.

Mas me pergunto! Será que o curso de jornalismo merece mesmo tanta prioridade como estão querendo, com a compra de equipamentos novos?

Existe alguma estatística razoável sobre quantas pessoas que se formam em jornalismo, efetivamente, passam a trabalhar na área? Sabemos que o nepotismo é um dos mercados de trabalho em que é mais importante o pistolão, para se atingir algum sucesso na carreira, que é um exemplo de curso (assim como Turismo ou Comunicação) em que as pessoas formam especialistas nisto, mas não praticam.

Jornalismo, enfim, é um curso caro, e cujo resultado é de pouco proveito social. O investimento em equipamentos (uma câmera de TV por exemplo, custa trinta mil reais) não seria mais útil, por exemplo, no curso de Medicina?

Entendam meu raciocínio…

Eu não sei quanto o curso reivindica para ter um padrão mínimo razoável de equipamentos… então não colocarei esta conta na prática. Vamos supor que sejam R$ 300.000,00.

De 40 alunos de uma turma de jornalismo, vamos supor que graças a esta boa formação, na prática 10 utilizem deste investimento na vida prática…

Por outro lado, com um investimento semelhante, poderíamos melhorar o HU, ampliar o número de vagas ou de especialidades no curso de medicina. Então, destes 40 alunos beneficiados, os 40 utilizar-se-iam, de fato, do investimento feito, com grande repercussão social.

Alunos de jornalismo, coloquem seus pontos de vista, a realidade, e mostrem à sociedade pq investir em vcs, ao invés de melhorar ou ampliar as vagas em outros cursos?

Se é para investir em cursos caros, que sejam cursos que efetivamente coloquem os profissionais naquele mercado de trabalho, para dar aos recursos investidos repercussão social.

A Universidade Pública não atende aos anseios do curso de jornalismo. Em geral são ruins, justamente pela falta de equipamentos, formam pessoas que em geral não atuam na área. Enfim, diferente de outras áreas, a universidade pública não é a referência de ponta no jornalismo.

É um típico curso que deveria ser entregue à iniciativa privada, pelas razões expostas acima.”

Dá pra agüentar isso quieto? Não dá!!!

Tomei a liberdade de responder algumas das afirmações do referido acadêmico José Barbosa.

Peço desculpas pelo tamanho do post. É proporcional à minha revolta, e é uma maneira daqueles que não tem acesso ao Orkut se solidarizarem com a minha causa.

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o que AINDA NÃO VI foram os argumentos dos estudantes de jornalismo para estarem fazendo tanto estardalhaço”.

Os equipamentos que temos disponíveis nos laboratórios são escassos e ultrapassados. No laboratório de redação e criação jornalística (o famigerado LAIC), são uns 5 ou 6 computadores (para 8 turmas, 4 matutinas e 4 noturnas), que, quando querem, acessam a Internet. São “moderníssimos”, rodam, no máximo, o Windows 98. E antes que venham críticas à necessidade de computadores, disciplinas como planejamento gráfico utilizam softwares de editoração eletrônica, ou diagramação. Experiência própria: é impossível utilizar o laboratório para a confecção do mais simples dos trabalhos.

O Laboratório de Telejornalismo existe só na teoria. São cerca de 80 alunos (40 matutino e 40 noturno) compartilhando duas, DUAS câmeras SVHS (que, para quem tem o mínimo de noção de produção em vídeo sabe que já deixou de ser semi-profissional há pelo menos duas décadas) que por sinal já estão pela hora da morte, sem pontos de iluminação, sem microfones de lapela, com uma mesa de vídeo que resiste desde que foi adquirida (há mais de 30 anos). Computador há, sim, mas tentar produzir qualquer coisa nele, por mais simples que seja, é tarefa das mais árduas, já que ele não foi concebido para isso (e, por isso, não é tão freqüentemente utilizado quanto deveria). Não bastassem as parcas disponibilidades materiais, não há um técnico responsável por manipular os equipamentos. No ano passado, de maneira paliativa, monitores das disciplinas, e mesmo os acadêmicos, fizeram as vzes de técnicos para que pelo menos o mínimo fosse produzido nas disciplinas práticas.

Isso sem falar nos laboratórios de fotografia e de rádio, igualmente na penúria.

Não é estardalhaço, caro José. É apenas uma reinvindicação justa pelas condições mínimas de aprendizado. As condições técnicas de trabalho, assim como os equipamentos em geral, evoluem com o tempo. Nada mais justo que o curso evoluir junto.

“Aliás, nem acho que alguém tenha que ser formado em direito para ser bom juiz, como é feito em muitos outros países.”

Nem deveria colocar esse ponto em discussão, mas como você o apontou, vamos lá…

Parece que existe uma espécie de paúra dos advogados e homens ditos da lei para com a nossa profissão. Exemplos como o da Juíza Substituta Carla Rister, já tão batido nas nossas salas de aula, apenas corroboram com essa idéia. Tem uma lenda urbana que afirma que se os jornalistas pensam que são deuses, os advogados têm a certeza.

Vamos inverter a situação para o seu próprio curso, o tão afamado Direito. A advocacia, segundo o respeitado Houaiss, é a “profissão, normalmente liberal, que consiste em aconselhar pessoas sobre questões jurídicas e a representá-las em juízo”. Todos, graças a Deus, temos acesso aos códigos jurídicos civil, penal, cível, entre outros. Afirmar, como fez outro colega de curso logo acima, que inclusive apagou o post, que para ser jornalista basta escrever bem e ter contatos é o mesmo que admitir que para ser advogado basta ler os códigos e decorar o seu conteúdo. Isso corresponde à verdade? Responda-me, por favor.

“A minha posição (…) é que se o curso de jornalismo é tão caro, para uma formação que não garante à pessoa o sucesso naquela carreira, pq não repensar estes investimentos em outros cursos de maior “efeito social imediato”, e citei o caso da Medicina.”

Aqui você está mostrando uma visão deturpada e estereotipada, compatível somente com alguém que tem uma noção de mundo extremamente limitada (creio eu que isso não corresponda à verdade). O que é sucesso na carreira para você? Pelo acima exposto, nada menos que Juiz do Supremo Tribunal Federal, ou quiçá Ministro da Justiça. Sério mesmo, não compreendi o que você quis dizer com essa afirmação. Sucesso na profissão, para um jornalista, seria ser repórter ou apresentador do Jornal Nacional? Se este for o seu parâmetro, corrija-o logo, colega, você está rotundamente enganado…

Sucesso na profissão, pelo menos para mim, é poder fazer o que gosto, da melhor maneira possível, sendo remunerado de maneira compatível com o meu trabalho. Se isso corresponde à trabalhar na Globo (é o que pode ser aferido com base na sua afirmação) ou não, depende de cada um. Quem sabe você se realizará profissionalmente fazendo parte de um grande escritório de advogados que ganha causas astronômicas em processos contra multimacionais; ou então sendo um advogado especializado em libertar traficantes…

“Alguém aqui condenaria a reitora que não comprasse equipamentos de jornalismo, se ela preferisse usar o dinheiro para abrir mais vagas no curso de medicina?”

EU!!! E todos os acadêmicos de cursos que necessitam de um severo investimento de $$$ em equipamentos para o seu funcionamento. Você chegou apenas há algumas semanas na UEL, e espero que este seu pensamento não tenha sido adquirido por osmose (até porque acredito na boa índole de todos os acadêmicos da UEL). Mas o investimento nos cursos parece seguir um fluxo linear no sentido Reitoria –> Aplicação. Aparentemente todo o dinheiro que chega para a universidade começa a ser distribuído pelo CCB, já que a estrutura dos seus cursos é a melhor de todo o Campus. Depois, vão para o CCE, para o CESA, CCH e só aí chegam no CECA. Pena do CEF, que ainda fica depois da gente. E isso parece vir desde sempre. Os cursos de Biológicas são e sempre foram o carro-chefe da UEL. A despeito disso, a concorrência no vestibular para o curso de Jornalismo vem crescendo vertiginosamente. Não que isso seja uma vantagem a ser contada, mas eu não tenho medo de dizer que é muito mais difícil ser aprovado em Jornalismo que em Direito.

Aumentar o investimento no curso de Medicina, por exemplo, em detrimento da atualização de outros, é como se cobrir com cobertor curto: cobre-se a cabeça e descobre-se os pés. Seguindo a sua lógica, a possível solução para que não se passe frio seria amputar um dos dois, ou o pé ou a cabeça.

Vejamos o exemplo de Engenharia Elétrica. Os alunos do quarto ano correm o risco de não se formarem por falta de laboratórios. É justo para com aqueles que foram aprovados num concurso vestibular, passaram alguns anos de suas vidas se dedicando integralmente à sua formação acadêmica, não terem a perspectiva sequer de poder ser graduado por falta de equipamentos que possibilitem-lhes as mínimas condições de aprendizado? Responda-me, caro José.

Compartilhando (a meu contragosto) de sua concepção limitada e preconceituosa (desculpe-me a insistência, mas é só o que posso aferir no seu texto), se o seu curso pode ser atualizado apenas com a aquisição de livros e periódicos (eu sei que não é verdade, mas estou apenas compartilhando do seu raciocínio), que sorte a sua! Parabéns mesmo!!! Fico feliz por você estar matriculado em um curso que não corre o risco de ficar defasado em mais de 20 anos porque uma versão atualizada do Código Civil é mais acessível que uma filmadora DV. Essa pode até ser, vagamente, uma mostra da realidade do seu curso. MAS NÃO É A DO MEU!!!!!!!!!!

“Eu, se reitor da UEL, se tivesse o direito da discricionaridade dos recursos, investiria em cursos que formassem profissionais para o mercado (medicina, engenharias, letras, etc.) com relevância social.”

Perdoa-me, Senhor Deus, se usar o Teu Santo Nome em vão. Mas graças a Ti, ó Pai, que o José não é reitor da UEL.

Aqui, ao tratar o exercício do Jornalismo como sendo de pouca ou nenhuma relevância social, você perde toda a razão na discussão, José. Sua postura se torna arrogante, mesquinha, para não dizer baixa. Pessoas como você se mostra, nesse momento, apenas perpetuam uma imagem (deturpada, queira eu) que os alunos de Direito têm perante toda a comunidade acadêmica. A de pessoas insolentes, arrogantes e petulantes. Conheci vários acadêmicos do seu curso, e se ique esta não é a regra geral.

Mas, infelizmente, a figura do estudante de Direito que prevalece é exatamente a sua, uma pessoa egocêntrica, que não enxerga e não se importa com o mundo ao seu redor. Novamente: eu não disse que essa é a minha visão, mas a imagem que prevalece junto aos outros universitários. Faça uma pesquisa rápida, sem se identificar, junto aos alunos de outros cursos, com a pergunta: “qual é o curso mais arrogante da UEL?” e confira a resposta. Cabem a vocês, recém-chegados, retirarem essa mácula que há muito se encontra pousada sobre o CESA.

Não vou discutir aqui a relevância social do Jornalismo, posto que esta é tão grande ou até mesmo maior do que a do próprio Direito (de acordo com o ponto de vista). Quer um exemplo? Escândalos políticos envolvendo o ex-Ministro Palloci quando de sua administração como prefeito. É mister que os homens da lei o punam exemplarmente, uma vez provada a sua culpa, posto que ele cometeu crimes. É o poder e a relevância social do Direito, indiscutível. Mas essa punição só será possível porque tais crimes foram descobertos e divulgados amplamente através da imprensa. É o poder e a relevância social do Jornalismo, concorda? De que adianta toda a relevância social do Direito se não há como saber que ele cometeu tais crimes??? Se você discorda deste, posso te fornecer outros exemplos…

“Estou aberto, sim, como desconhecedor da realidade do curso de jornalismo, a ouvir os argumentos destes protestos e, se entendê-los cabíveis, apoiar os estudantes deste curso.”

BINGO!!! Aqui você consegue ser, ao mesmo tempo, humilde e arrogante.

Humilde, na medida em que admite ser uma pessoa ignorante. E olha que isso não deve ser motivo de vergonha para ninguém. Eu, por exemplo, sou ignorante em relação à dinâmica dos corpos celestes. Você é ignorante em relação à situação do curso de Jornalismo. Acredite: isso não o faz menor ou menos importante do que qualquer outra pessoa no mundo!

Agora o que me preocupa é a sua arrogância! A soberba com que você trata um tema que é não é de sua competência me deixa preocupado com o seu futuro como bacharel em Direito. Em vez de primeiro se informar sobre a situação, o motivo das reinvindicações, ouvir os dois lados, analisar os fatos, tirar suas conclusões e, só depois, expô-las a público, não. Você simplesmente chega “chegando”, como dizem alguns, pondo em xeque a utilidade e a necessidade de um curso universitário (como está bem explícito no título deste tópico), utilizando-se de argumentos vãos, pífios, calcados numa visão mesquinha e míngua da realidade presente na universidade (tomara que por pura e total ignorância, e não influenciado por colegas de curso) e chega a uma conclusão de que é melhor, por exmeplo, acabar com o ensino de telejornalismo porque as câmeras e equipamentos são muito caros. Seria o mesmo que exigir que todos os graduados em Direito fossem obrigados a advogar apenas em tribunais de pequenas causas, posto que estes são os que apresentam, aparentemente, um funcionamento mais ágil. Perceba o quanto você se equivicou, José. Contemple o tamanho da besteira que você proferiu, manchando de maneira indelével a reputação de um dos cursos mais tradicionais da UEL.

O seu curso está às mil maravilhas? Pois então tire uma dúvida que me ocorreu há pouco: quantos formandos, depois de concluída a graduação, conseguem passar no exame da Ordem sem a necessidade de fazer um cursinho preparatório??? Quero dizer, o exame da OAB é baseado naquilo que os acadêmicos assimilaram durante toda o curso superior. Faça mais essa pesquisa, José, junto aos formados de seu curso, e poste aqui uma estimativa, mesmo que imprecisa, da porcentagem daqueles que foram aprovados pela Ordem sem ter feito nenhum tipo de preparação adicional, como cursinhos…

Se essa porcentagem se aproximar de 50%, isso implicaria que pelo menos metade dos acadêmicos não assimilaram o mínimo necessário para o exercício da profissão, mesmo depois de tantos anos ocupando as cadeiras universitárias (tão onerosas para o estado, como você, “alguém que administra um mínimo dinheiro público”, deve bem saber). Se esse percentual se aproximar de 75%, apenas 1 em cada 4 formados estariam aptos a exercer a profissão sob a égide da OAB. É um número satisfatório? Eu penso que não. E tanto não é que você usou a mesma proporção no primeiro post deste tópico desastroso… Não se lembra? Eu faço posso lembrar pra você…

“De 40 alunos de uma turma de jornalismo, vamos supor que graças a esta boa formação, na prática 10 utilizem deste investimento na vida prática…”

Faça essa estimativa, José. O resultado pode surpreender a você, mas não a mim.

Avançando mais um pouco na memória…

“com um investimento semelhante, poderíamos melhorar o HU, ampliar o número de vagas ou de especialidades no curso de medicina. Então, destes 40 alunos beneficiados, os 40 utilizar-se-iam, de fato, do investimento feito, com grande repercussão social.”

Lá vem você de novo com a tal da relevância e repercussão social. Já discutimos sobre isso, não. Penso ser o exemplo do cobertor uma boa ilustração para a situação que você propôs.

“Alunos de jornalismo, coloquem seus pontos de vista, a realidade, e mostrem à sociedade pq investir em vcs, ao invés de melhorar ou ampliar as vagas em outros cursos?”

Aqui está o meu ponto de vista, José. Quero acreditar que essa sua afirmação nada tenha de pessoal contra o curso de Jornalismo. Quero acreditar que você é apenas uma pessoa ignorante que cometeu um grave erro em proferir palavras tão incisivas e pedantes sobre um assunto que não é de sua alçada. Quero acreditar que os bons alunos de Direito não se sentiram magoados quando disse ser a imagem do curso como de arrogantes.

Quero acreditar que você percebeu o tamanho da bobagem que falou e que, como bom moço que deve ser, se arrependeu. Quero acreditar que todos aqueles que discordaram em algum momento das opiniões expressadas de maneira ignorante pelo José se solidarizem com o meu desabafo. Porque não é fácil ouvir coisas como as que você falou, José, e ficar calado; ou se expressar sem descambar para a ignorância. Quero acreditar que todos os acadêmicos de Jornalismo, assim como eu, continuem a ter uma boa convivência com os de Direito, não sendo essa atitude tomada por você, José, de maneira inconseqüente e isolada, motivo para eventuais discórdias entre os dois cursos.

“Sabemos que o nepotismo é um dos mercados de trabalho em que é mais importante o pistolão, para se atingir algum sucesso na carreira, que é um exemplo de curso (assim como Turismo ou Comunicação) em que as pessoas formam especialistas nisto, mas não praticam.”

Apesar de não compreender o nepotismo como mercado de trabalho, quero acreditar que o tal, defendido pelos membros do Supremo Tribunal Federal, seja execrado da vida pública, e não seja mais padrão de comparação entre ocupações profissionais quando a pauta é a presença (ou ausência) de relevância social.

“Até agora ainda não vi um argumento concreto de um estudante. E como tal, mantenho esta opinião. Fui claro?”

Quero acreditar que, assim como você foi claro em sua opinião, eu tenho sido na minha. Até porque já se aproximam as duas horas da madrugada de quarta-feira e estou perdendo parte de minha noite de sono para expôr a minha posição. E também porque não acredito que você, acadêmico de Direito, possa dispor de tanto tempo do seu atribulado dia para ficar lendo esta página quase que exclusivamente tomada pelas minhas respostas às suas afirmações, tão desonrosas e indecorosas.

Em suma, quero acreditar, José, que as minhas palavras tenham, de algum modo, lançado luz às trevas da sua ignorância sobre o assunto, e que eu possa, de alguma maneira, ter contribuído para que você, recém-chegado à UEL, colabore pela busca do bem comum, justificando sua vaga numa universidade. Como bem define o bom e velho Houaiss, a universidade é a “instituição de ensino e pesquisa constituída por um conjunto de faculdades e escolas destinadas a promover a formação profissional e científica de pessoal de nível superior, e a realizar pesquisa teórica e prática nas principais áreas do saber humanístico, tecnológico e artístico e a divulgação de seus resultados à comunidade científica mais ampla. Não cabe a nós semear a discórdia, ou perpretar o preconceito; antes, a formação enquanto profissionais completos e capazes deve ser o nosso zênite. Quero acreditar que sua vaga, conquistada com tanta luta e suor, meu caro José, seja digna de seu ocupante; e que você, despojado deste cenário óbice que mostrou ter a respeito do mundo à sua volta, possa, ao lado de seus companheiros de curso, sempre buscar uma melhor condição aos que o cercam, sejam os colegas de sala, os professores, os funcionários dos seus departamentos, os servidores da universidade, os acadêmicos de outros cursos e até mesmo à população em geral. Não é nada mais do que o mínimo que se espera de você, José.

E tenho dito!!!”
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Concorda comigo? Concorda com ele? Discorda dos dois? Quer ver o circo pegar fogo? COMENTE!!!

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Comentários»

1. Jossan Batistute - Advogado/ Londrina / Formado pela UEL - 29/03/06

Amigos,

Percebo algumas situações interessantes neste contexto, que merecem ser comentadas.
Inicialmente, quem fala o que quer, escuta o que não quer, como já ensina os ditos populares. Isto emana da nossa precária democracia, que conquistamos ardumamente e que vocês nestes manifestações a exercem e também a fortalecem com o livre direito de expressão.
Depois, todos são alunos da UEL, não se deve ter ataque entre cursos, pois ninguém ganha.
Fechar os olhos para a biblioteca de Direito é ridículo. Nunca os alunos de Direito tiveram uma biblioteca decente para estudar, sempre os livros de Direito serviram tão somente para pesquisa hitórica. Isto sem falar na fraca estrutura deflagrada pela falta de professores, bons salários, etc.
Ademais, pelo que me parece, R$30 mil para o curso de medicina mal faz cócegas, pois os custos de cirurgias são bem maiores.
Outro ponto é o fato de que muitos alunos do curso de Direito sequer prosseguem na área jurídica, o que põe em xeque algumas afirmações do Sr. José.
Jogue a primeira pedra (não sou responsável pelo destino delas se atingirem qualquer Administração Pública)) o graduando que não encontra dificuldades e fragilidades em seu curso universitário.
Juntos todos podem; separados, ninguém. É preciso melhor o ensino público por completo, tanto da UEL (em todos os cursos) como noutras IES públicas de todo o país.
Somente o conhecimento difundido ao povo, em todas as áreas (sem exceção) irá melhorar a situação do país. Afinal, Cuba é muito forte na Medicina, porém, o povo….
Curso atualmente uma outra Pós na UEL e presencio a situação de deficiência desta IES. O que nos salva na pós são os investimentos particulares que fazemos para estudar.
Att,

Jossan Batistute

2. Vinicius Frigeri - 13/12/06

Faço Direito na UEL e- no começo do ano – vi o protesto (justíssimo, aliás) dos alunos de Jornalismo por melhores condições para o curso.

O que o calouro José não sabe é que no ano passado, antes dele passar no vestibular, os estudantes de Direito fizeram vários protestos cobrando a contratação de novos professores, compra de livros novos etc. Devido aos nossos protestos, neste ano, não faltaram professores para a turma de José, como faltaram para a minha turma no ano anterior.

Não imaginava que alguém que acabou de passar no vestibular poderia ser tão ignorante… Coitado dele. Mal começou o curso e já pensa assim.

Antes de falar besteira, ele deveria descer do seu pedestal de arrogância, andar alguns metros, sair do CESA (passar pelo auditório destruído), virar à direita no Pingüim (evitar aquela pizza frita), desviar da galera jogando truco e ir no CECA conhecer a estrutura e conversar com os estudantes de jornalismo.

Agora, eu queria realmente entender esta frase:

“Sabemos que o nepotismo é um dos mercados de trabalho em que é mais importante o pistolão, para se atingir algum sucesso na carreira, que é um exemplo de curso (assim como Turismo ou Comunicação) em que as pessoas formam especialistas nisto, mas não praticam.”

Desde quando nepotismo é um mercado de trabalho? (Um amigo pergunta pro outro: – “Você tá no mercado de trabalho em que área?” Daí o outro responde: “No nepotismo e você?”)

Ah, esse negócio de pistolão ser importante pra fazer sucesso… Todo mundo sabe que o importante não é o tamanho, mas o prazer que ele proporciona…


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